quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Mulheres são alfabetizadas no mundo digital para empreender

Mulheres são alfabetizadas no mundo digital para empreender

Fonte: Agência Sebrae de Notícias (23/10/2007)

Cento e cinqüenta mulheres com idades que variam de 14 a 70 anos receberão o diploma do curso de alfabetização digital e empreendedorismo

Brasília - Muitas não sabiam nem como ligar o computador. Outras achavam quase impossível digitar um texto ou acessar páginas da internet. Mulheres como a dona de casa Maria Mendes, 58 anos, moradora de Samambaia, distante 25 quilômetros do centro de Brasília, tiveram a oportunidade de perder o medo dos computadores e aprenderam a utilizar as ferramentas da informática e noções de empreendedorismo, em benefício das atividades do dia-a-dia.

"Eu tinha até medo de ligar o computador, não sabia como mexer, mas tinha curiosidade. O curso me ajudou tanto que hoje mando e-mails, escrevo textos etc. E quero, assim que puder, comprar um pra mim", diz Maria Mendes que, nesta terça-feira (23), recebe junto com um grupo de 150 mulheres, com idades que variam de 14 a 70 anos, diploma do curso de Alfabetização Digital e Empreendedorismo.

Criado pelas sócias da Federação Nacional das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais (BPW) de Brasília, o projeto é uma parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e o Sebrae.

Com conteúdo voltado à utilização de ferramentas de edição de texto, planilhas eletrônicas, internet e apresentação eletrônica, as alunas passaram a elaborar os próprios currículos, montar cartões, pesquisar produtos na internet e até mesmo melhorar seus negócios. Mulheres de diferentes níveis sociais, do Plano Piloto, Samambaia e Riacho Fundo I e II participaram das primeiras turmas. Todas receberam gratuitamente lanche, material didático e transporte para a localidade onde moram. As aulas aconteciam na Hytec Informática (502 Sul).

Esforço que valeu a pena

A estudante Tiara Nascimento dos Santos, 21 anos, nunca tinha feito curso de informática e pouco conhecia do, até então, misterioso universo digital. "Parecia difícil, mas tivemos muita ajuda das professoras e também das colegas. Eu tinha mais curiosidade com a internet. Mas aprendemos um pouco de tudo", conta a estudante, que vê também no curso uma possibilidade de ingressar no mercado de trabalho com mais qualificação: "já sei como fazer meu currículo, e as empresas chamam mais quem já tem cursos e conhecimentos de informática".

A Cia. do Lacre, comandada pela artesã Francisca da Silva, mais conhecida como Chica Rosa, de 51 anos, saiu ganhando com a oportunidade oferecida pelo curso. A associação confecciona bolsas e acessórios diferenciados com lacres de latas de alumínio. "Fomos várias mulheres do grupo fazer o curso. Poucas sabiam manusear o computador antes. Foi fantástico. Auxilia na comunicação com os clientes e para as mães o maior ganho foi entender os que os filhos faziam no computador", ressalta Chica Rosa.

O conhecimento também fez diferença na vida das associadas da cooperativa Panteras do Lacre, localizada no Riacho Fundo I, que não tinham nenhum conhecimento de informática e empreendedorismo. Mas, com o aprendizado, conta a artesã responsável, Francisca Ribeiro, passaram a monitorar pela internet a comercialização dos produtos da cooperativa e, a partir daí, renegociaram preços com a empresa que as representam no exterior.

Questão de gênero

O projeto atua tanto no Plano Piloto, área nobre de Brasília, onde é maior o número de mulheres com formação em nível superior e empresárias, quanto em cidade da periferia do Distrito Federal, onde é grande o número de mulheres em processo avançado de organização do trabalho. No primeiro caso, o investimento é em mulheres que podem ampliar a capacidade de gerar empregos. E no segundo caso, o curso permite a qualificação profissional melhorando a qualidade de vida dessas mulheres e de suas comunidades.

A professora Daniella Silva dos Anjos, de 32 anos, diz que essa troca de experiências enriqueceu muito o conteúdo das aulas. "Uma das alunas tinha até medo de limpar o computador, passar um pano. Outras já possuíam computador em casa, mas quem utilizava era o filho. Aproveitamos para tirar o medo, desmistificar. Ensinamos a fazer orçamento familiar, elas viram assuntos muito práticos, bem na realidade delas e se animaram muito com o curso de empreendedorismo, dado também em aulas virtuais".

A BPW/Brasília pretende ainda, fechar novas parcerias com entidades que já atuam na questão de gênero. Estendendo o projeto a outros estados e para o meio rural, levando o benefício da alfabetização digital e do empreendedorismo a um número maior de mulheres brasileiras. Cerca de 120 mulheres participam das turmas em andamento e concluirão o curso ainda em 2007.

Solenidade

Participam da solenidade de diplomação, que acontecerá no Auditório Nury Andraus, na Associação Comercial do Distrito Federal – ACDF (SCS Qd 02 Bloco B Ed. Palácio do Comércio, 1º andar), às 19h30, a presidente da BPW/Brasília, Meire Lucia Neme Gabriel; a senadora Serys Slhessarenko; o presidente da ACDF, Fernando Pedro de Brites; a presidente do Fórum de Mulheres do Mercosul, Emilia Fernandes entre outros.

Serviço:
Fabíola Almeida - (61) 9108-0295 e Soraya Brandão – (61) 8112-7730
E-mail - assessoria.adem@gmail.com

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