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sábado, 27 de fevereiro de 2010
Mundo oferece ajuda ao Chile após terremoto.
France Presse
Publicação: 27/02/2010 16:34
Estados Unidos, Brasil, ONU e vários países europeus manifestaram seu pesar e ofereceram ajuda após o terremoto que abalou o Chile na madrugada deste sábado, matanto 147 pessoas.
O presidente americano, Barack Obama, lamentou as "centenas de mortos" no tremor e disse que os Estados Unidos "estão prontos para ajudar" as autoridades chilenas nas operações de socorro e reconstrução.
"Fui informado hoje por minha equipe de Segurança Nacional das ações adotadas para proteger nossos cidadãos e para ajudar nossos amigos chilenos". "As primeiras informações indicam que centenas de pessoas perderam a vida no Chile e que os danos materiais são severos", disse Obama, acrescentando que ele e sua esposa, Michelle, manifestaram suas "condolências ao povo chileno".
"Os Estados Unidos estão prontos para ajudar nas operações de salvamento e de reconstrução, e vamos responder a qualquer pedido de auxílio do governo chileno", garantiu Obama.
Mais cedo, a Casa Branca emitiu um comunicado destacando que "nossos pensamentos e nossas orações estão com os chilenos e estamos prontos para ajudá-los", salientando que Washington acompanha de perto a situação, "especialmente diante da possibilidade de tsunami" no território americano do oceano Pacífico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua "profunda preocupação" e se colocou à disposição para oferecer "a assistência que for necessária", informou a chancelaria em Brasília.
Lula pediu ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e ao ministério das Relações Exteriores que realize "uma primeira avaliação da situação e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar".
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou suas "condolências aos que perderam membros da família e amigos" na tragédia.
Ban tratava de entrar em contato com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), com sede em Santiago, para se informar de eventuais danos materiais e verificar se o pessoal da ONU está bem.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, anunciou que a União Europeia mobilizará uma ajuda de três milhões de euros e disse estar "profundamente consternado pelo alcance da devastação causada pelo terremoto no Chile".
O presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou que seu país está a "disposição para ajudar no que o Chile precisar a partir de agora".
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, fizeram ofertas similares.
A presidente da argentina, Cristina Kirchner, telefonou a sua colega chilena, Michelle Bachelet, para manifestar seu pesar e oferecer ajuda.
O líder equatoriano, Rafael Correa, que também exerce a presidência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), afirmou que entrará em contato com Bachelet para acertar a ajuda dos países da região.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Fundação Jaqueira: curso Cuidadores Domiciliares terá preço promocional na Semana Internacional da Mulher
A Fundação Jaqueira estará realizando de 08 a 12 de março de 2010 curso matutino para formação de cuidadores domiciliares destinados à população carente.
As candidatas pagarão R$ 30,00 e mais dois kg de alimentos não perecíveis.
Desejável: feijão, arroz, açucar.
Interessados devem comparecer pessoalmente para inscrição na secretaria da Paróquia da Vitória até o dia 5 de março.
Devem apresentar documentos, comprovante de residencia e antecedentes criminais.
71 3011 1188
71 9619 6129
Endereço:
Largo da Vitóra s/n, Igreja da Vitória, Salvador, Bahia . 50 vagas.
Como realizamos no ano passado, estaremos promovendo este curso com o objetivo de qualificar cuidadores e darmos oportunidade a pessoas de baixa renda.
Vera Mattos:"As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda".
“A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera Mattos
“A única forma da mulher obter sua independência é através do binômio educação e trabalho. As leis servem para amparar e defender a mulher em
Situação de violência doméstica. Mas a manutenção dela própria e da família passam pelo estudo e qualificação.
Somente através da qualificação profissional e de sua inserção no mercado de trabalho será possível garantir a sua sobrevivência. O Estado não está preparado para atender as mulheres vítimas. Elas voltam para casa porque não contam com abrigos, casas transitórias com a mínima qualidade. Além de fugirem dos agressores, elas também têm que cuidar da família, dos filhos menores e até mesmo de outros familiares”.
Esta é a opinião de Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira e representante do Fórum de Mulheres do Mercosul- Capítulo Brasil/Bahia.
“Avaliando o que é oferecido às mulheres para garantir a segurança pessoal e familiar, percebemos que tudo é transitório e de difícil acesso. Mesmo com todas as redes realizando um trabalho de apoio, o essencial continua difícil. A paz está muito ligada à independência, ao fato de haver sustentabilidade. As mulheres não podem depender das suas famílias de origem e nem dos companheiros. Devem possuir emprego e renda. Devem conhecer a Constituição. Devem estar orientadas quanto aos seus direitos e deveres. É o conhecimento que permite o poder ”.
Vera insiste no fato de que ficou nas décadas finais do século XX a figura da mulher dependente, que espera que o marido seja o provedor e que não sabe exatamente o valor de nada. “Infelizmente, ainda existem muitas mulheres nestas condições. Dependem completamente dos maridos que nem sempre são bons companheiros. E a submissão é concreta. Elas lavam e passam roupas, cozinham, cuidam dos filhos, e não buscaram uma evolução pessoal. Geralmente, ao ficarem mais velhas acabam sendo trocadas como se fossem objetos descartáveis. Antes mesmo de entrarem na menopausa deixam a vida sexual de lado, acreditam que devem fidelidade ao marido e que devem criar ou terminar de criar os filhos. Assim, sem sentir vão abrindo mão de todas as suas possibilidades pessoais.”
Por esta razão, a feminista Vera Mattos acredita que esta é definitivamente a era do trabalho para a mulher. “Temos que qualificar cada vez mais mulheres. Prepara-las para o mercado de trabalho, permitir que tenham acesso à cultura e a educação, disponibilizar cada vez mais conhecimento.
É assim que procuro fazer quando me encontro com mulheres de todas as camadas econômico-sociais. A comunicação deve ser oferecida com absoluta qualidade. Não importa se esta mulher é da periferia ou de bairros nobres. Toda mulher é igual. Toda mulher necessita de respeito, atenção e interesse. Misturar as classes sociais é fundamental para a autoestima, para a compreensão das diferenças e para organização do pensamento.”.
Um exemplo que Vera Mattos oferece é o fato do que nos cursos básicos para cuidadores de idosos, quando a presença feminina é maioria, pessoas de diversos níveis culturais se encontram e o resultado geralmente é positivo. ”A compreensão das diferenças é fundamental. É quando ocorre a compreensão do pensamento. O medo pode fazer com que muitas fiquem caladas. Mas quando a oportunidade de troca acontece, assistimos e participamos de momentos valiosos de crescimento pessoal.”
“Mulheres que trabalham e garantem o próprio sustento tem mais segurança em suas decisões. Deixar para aprender uma profissão quando a crise já chegou ao casamento é uma temeridade. É preciso estar atenta ao mercado de trabalho e buscar algo que seja possível realizar. Conheço mulheres que começaram a vida profissional como manicure e que hoje são empresárias no setor.” -, diz Vera Mattos.
Vera Mattos comemora o fato da Fundação Jaqueira ter qualificado mais de 400 mulheres como cuidadoras de idosos somente no ano de 2009. ”Em nossos cursos nós oferecemos o diferencial que é a compreensão individual para que seja possível cuidar de outra pessoa. Então, respondemos muitos questionamentos inevitáveis para a maioria das mulheres. E queremos avançar nesta área. Ficamos felizes quando acolhemos em nossas salas mulheres de toda a região metropolitana. E comemoramos cada vez que uma tem sua carteira assinada. É um sentimento muito bom. É saber que a partir daquele momento aquela mulher será menos uma na estatística da violência. Que ela poderá decidir com quem ela quer se relacionar. É saber que ela poderá ter uma profissão segura. Enfim, os dramas pessoais e sociais continuarão existindo, mas estamos
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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